No cenário agropecuário do Centro-Oeste, há muitos pecuaristas, principalmente da área de corte, querendo trocar as cultivares de forrageiras de sua propriedade. E isso pode ser um tiro no pé. Praticamente todas as propriedades do Centro-Oeste possuem pastagens de Brachiarão (Urochloa brizantha cv. Marandu), que deve ser explorado ao máximo antes de se considerar uma troca de cultivar.

Para isso, é necessário fazer uma avaliação na propriedade para recuperar ou melhorar o Brachiarão que já se tem, devido às suas inúmeras vantagens. Esse capim destaca-se principalmente por sua rusticidade: é excelente para produção de massa seca na estiagem. Além disso, possui boa adaptabilidade, digestibilidade e palatabilidade. Só depois de se ter explorado bastante desse potencial, pode-se entrar com outras cultivares, mas que sejam complementares. Isso se deve ao fato de que o Brachiarão rebrota lentamente no início das águas.

O Brachiarão (Urochloa brizantha cv. Marandu) é o melhor capim disponível no mercado para a região Centro-Oeste. Criada em 1984, essa cultivar se destaca principalmente por sua rusticidade.
Foto por: Luciano Paiva, Diretor da Sempa Sementes.

Contudo, a escolha desses capins complementares não deve ser feita de forma aleatória, nem deve usar outras propriedades como referência. Cada forrageira possui suas especificações, não havendo entre si, uma melhor que a outra. Deve-se levar em conta para a escolha o máximo de informações, como tipo de solo, tipo de criação, condições climáticas, etc. É necessário que as complementares sejam de rebrota rápida, e devem ser manejadas com o Brachiarão na seguinte proporção: 60% Brachiarão, 40% cultivares complementares.

Porém, por mais que se possa formar uma excelente pastagem com o Brachiarão e as forrageiras complementares, é muito importante que se observe e execute o manejo correto a fim de recuperar ou melhorar o pasto. Atualmente, é possível aumentar a produtividade da pastagem de 5 a 6 arrobas por hectare para 10 (num primeiro momento) utilizando-se as tecnologias certas sob uma boa gestão. Num segundo momento, mantendo-se um bom manejo e a aplicação das tecnologias adequadas, pode-se saltar de 10 para 12 a 15 arrobas por hectare.

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